sexta-feira, 9 de setembro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Programa da Educação Inclusiva de Rio das Ostras leva surdos ao Parque dos Pássaros
Curso de Português e Ciências para Surdos oferece aulas na Casa da Educação e passeios a espaços públicos da cidade
Um grupo de pessoas com deficiência auditiva participa do curso de Português e Ciências para Surdos ministrado na Casa da Educação de Rio das Ostras. Além de receber o conteúdo em sala de aula, os cursistas também fazem excursões a lugares públicos da cidade, que complementam o aprendizado. O encerramente deste semestre foi com um passeio ao Parque dos Pássaros, realizado no dia 29 de junho. A iniciativa é um dos programas de Educação Inclusiva no município.Maria Beatriz de Jesus Araújo, aluna do 7ºano na Escola Estadual Municipalizada Fazendas Reunidas Atlântica, que morava em Aperibé, diz que antes se sentia triste no colégio. “Em Rio das Ostras fiz novas amizades e gosto muito das aulas de Português e Ciências para surdos”, explicou na Língua Brasileira de Sinais (Libras), sendo traduzida pela professora Adeisa Lopes.
Não são apenas estudantes que participam do curso e Marcos Mendes, que veio do Rio de Janeiro, pediu para ingressar no grupo. “Fico emocionado em ver tantos surdos aprendendo juntos e recebendo também informações sobre como cuidar da natureza e preservar o futuro do planeta”, afirmou em Libras.
Professora de Libras da rede municipal de ensino, Adeisa Lopes conta que o curso é muito valorizado pelos surdos. Os passeios realizados têm o objetivo de complementar o aprenzidado e são sempre muito concorridos.
“Depois da aula sobre o uso do dicionário, levamos o grupo à Biblioteca Pública da cidade. Agora, após falarmos de meio ambiente, coleta seletiva e ministrarmos oficinas de papel reciclado e sabão feito com óleo, realizamos essa visita ao Parque dos Pássaros”, contou.
A professora fala que o curso é muito importante também para integrar e aumentar a auto-estima dos deficientes auditivos. “Em nossas aulas eles têm a oportunidade de ampliar os seus horizontes nessas duas áreas, Português e Ciências. Como Libras é a primeira língua dos surdos, costumam ter dificuldade com a gramática e tentamos sanar esse problema”, informou.
A ciência vista pelo surdo. Palestra com pesquisadora do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ integra o programa do Instituto de Física da USP de Sã
A palestra “A ciência vista pelo surdo”, com Vivian Mary Rumjanek, professora do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), será realizada no dia 16 de agosto, a partir das 19 horas, no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).
O encontro faz parte do programa Ciência às 19 horas, promovido pelo IFSC-USP com o objetivo realizar palestras mensais de divulgação científica dirigidas ao público geral.Rumjanek é formada em ciências biológicas pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com mestrado e doutorado pela University of London.
Atualmente, é professora titular da UFRJ onde, desde 2005, participa do projeto de pesquisa “Ensino de ciências para alunos surdos”.
As palestras ocorrem sempre em uma terça-feira de cada mês, às 19 horas, no Auditório do IFSC no Campus I da USP - São Carlos.
DEPOIS DE 25 ANOS DE TRABALHO, AUDIOTECA SAL E LUZ ENCERRA ATIVIDADES
Fonte: mensagem recebida da Equipe da Audioteca Sal e Luz
"Assim Vivemos" - 5º Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiência
Com uma programação de filmes que ultrapassam barreiras, desmontam preconceitos, fazem pensar e divertem, dando novas perspectivas à questão da deficiência, o Festival Assim Vivemos tem se constituído na maior celebração da inclusão cultural do Brasil. Nele, as pessoas com deficiência são as protagonistas, tanto nos filmes quanto no público.
Imagem desfocada de bonequinhos de papel recortados de mãos dadas, na cor laranja, sobre fundo verde limão.
Para que isso se tornasse realidade, desde sua primeira edição, o Assim Vivemos traz todas as acessibilidades (audiodescrição, catálogos em Braille, legendas Closed Caption, interpretação em LIBRAS nos debates e salas de cinema acessíveis a cadeirantes).
Em duas semanas, serão exibidos 28 filmes de 12 países, revelando universos singulares quanto o de crianças de Myanmar (ex-Birmânia) e o de mulheres cadeirantes de Moçambique. Como já é tradicional, serão realizados quatro debates sobre temas específicos, congregando pessoas com deficiência, profissionais especializados, professores universitários, diretores de
cinema, entre outros.
Alguns destaques desta edição: Incluindo Samuel, dos Estados Unidos, e Incluir Também se Aprende, do Brasil, filmes que colocam em foco a educação inclusiva. Quando Brilha um Raio de Luz, do Irã, que mostra a bela relação de companheirismo entre duas irmãs. Downtown, da Polônia, que acompanha a realização de um ensaio fotográfico com jovens com síndrome de Down. O Tempo de Suas Vidas, do Reino Unido, que coloca em perspectiva as questões da terceira idade. E muito mais: filmes da Rússia, Canadá, Noruega, Irlanda, Suíça, numa programação que compõe um impressionante painel multicultural.
Todas as sessões terão ENTRADA FRANCA.
16 a 28 de agosto – CCBB Rio de Janeiro*
13 a 25 de setembro – CCBB Brasília
5 a 16 de outubro – CCBB São Paulo
*No Rio de Janeiro, sessões também no SESC Ramos e no SESC Madureira.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Publicação
In: Revista Eficaz- Revista científica on line/ Março de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Publicação, vale a pena dar uma olhada!
A AÇÃO IDEOLÓGICA QUE PERMEIA A ATUAÇÃO DO INTÉRPRETE DE LIBRAS
Na Revista Virtual de Cultura Surda e Diversidade,clique no link abaixo.
http://www.editora-arara-azul.com.br/revista/compar1.php
domingo, 4 de outubro de 2009
DIVULQUEM E VAMOS FAZER VALER, COBRANDO DOS GOVERNOS MUNICIPAIS E ESTADUAIS E GARANTINDO ATENDIMENTO ADEQUADO E DIGNO AOS ALUNOS COM DEFICIENCIA. CHEGA DE APENAS COBRAR DOS DEFICIENTES UM AJUSTAMENTO À SOCIEDADE .
NÃO É JUSTO QUE ELES , QUE SÃO VÍTIMAS DA FALTA DE COMPROMISSO DA SOCIEDADE COM A EDUCAÇÃO.EDUCAÇÃO ESTA QUE DEVERIA SER PARA TODOS, GARANTIDA PELA CONSTITUIÇÃO CIDADÃ CONTINUEM SENDO PUNIDOS, COBRANDO CAPACIDADES E CONHECIMENTOS AOS QUAIS ELES NÃO TIVERAM A OPORTUNIDADE DE TER CONTATO.
Presidência da RepúblicaCasa CivilSubchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO Nº 6.571, DE 17 DE SETEMBRO DE 2008.
Dispõe sobre o atendimento educacional especializado, regulamenta o parágrafo único do art. 60 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e acrescenta dispositivo ao Decreto no 6.253, de 13 de novembro de 2007.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, e tendo em vista o disposto no art. 208, inciso III, ambos da Constituição, no art. 60, parágrafo único, da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e no art. 9o, § 2o, da Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007,
DECRETA:
Art. 1o A União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na forma deste Decreto, com a finalidade de ampliar a oferta do atendimento educacional especializado aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de ensino regular.
§ 1º Considera-se atendimento educacional especializado o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular.
§ 2o O atendimento educacional especializado deve integrar a proposta pedagógica da escola, envolver a participação da família e ser realizado em articulação com as demais políticas públicas.
Art. 2o São objetivos do atendimento educacional especializado:
I - prover condições de acesso, participação e aprendizagem no ensino regular aos alunos referidos no art. 1º;
II - garantir a transversalidade das ações da educação especial no ensino regular;
III - fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem; e
IV - assegurar condições para a continuidade de estudos nos demais níveis de ensino.
Art. 3o O Ministério da Educação prestará apoio técnico e financeiro às seguintes ações voltadas à oferta do atendimento educacional especializado, entre outras que atendam aos objetivos previstos neste Decreto:
I - implantação de salas de recursos multifuncionais;
II - formação continuada de professores para o atendimento educacional especializado;
III - formação de gestores, educadores e demais profissionais da escola para a educação inclusiva;
IV - adequação arquitetônica de prédios escolares para acessibilidade;
V - elaboração, produção e distribuição de recursos educacionais para a acessibilidade; e
VI - estruturação de núcleos de acessibilidade nas instituições federais de educação superior.
§ 1o As salas de recursos multifuncionais são ambientes dotados de equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos para a oferta do atendimento educacional especializado.
§ 2o A produção e distribuição de recursos educacionais para a acessibilidade incluem livros didáticos e paradidáticos em braile, áudio e Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, laptops com sintetizador de voz, softwares para comunicação alternativa e outras ajudas técnicas que possibilitam o acesso ao currículo.
§ 3o Os núcleos de acessibilidade nas instituições federais de educação superior visam eliminar barreiras físicas, de comunicação e de informação que restringem a participação e o desenvolvimento acadêmico e social de alunos com deficiência.
Art. 4o O Ministério da Educação disciplinará os requisitos, as condições de participação e os procedimentos para apresentação de demandas para apoio técnico e financeiro direcionado ao atendimento educacional especializado.
Art. 5o Sem prejuízo do disposto no art. 3o, o Ministério da Educação realizará o acompanhamento e o monitoramento do acesso à escola por parte dos beneficiários do benefício de prestação continuada, em colaboração com os Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.
Art. 6o O Decreto no 6.253, de 13 de novembro de 2007, passa a vigorar acrescido do seguinte artigo:
“Art. 9o-A. Admitir-se-á, a partir de 1o de janeiro de 2010, para efeito da distribuição dos recursos do FUNDEB, o cômputo das matriculas dos alunos da educação regular da rede pública que recebem atendimento educacional especializado, sem prejuízo do cômputo dessas matrículas na educação básica regular.
Parágrafo único. O atendimento educacional especializado poderá ser oferecido pelos sistemas públicos de ensino ou pelas instituições mencionadas no art. 14.” (NR)
Art. 7o As despesas decorrentes da execução das disposições constantes deste Decreto correrão por conta das dotações próprias consignadas ao Ministério da Educação.
Art. 8o Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação.
Brasília, 17 de setembro de 2008; 187º da Independência e 120º da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVAFernando Haddad
Este texto não substitui o publicado no DOU de 18.9.2008
domingo, 2 de agosto de 2009
A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS
Embora seja um pouco difícil, para um ouvinte leigo, compreender e identificar os padrões linguísticos que compõe a LIBRAS , esta como qualquer outra língua possui complexidade e expressividade a quaisquer línguas orais.Sendo possível a veiculação de todas as informações que podem ser transmitidas em qualquer língua oral.
Como a linguagem expressa nossa individualidade, cultura, grupo social, e faixa etária tanto nas línguas orais quanto nas línguas de sinais as pessoas comunicam-se de maneira diferente em contextos diferentes. Logo encontramos também na língua de sinais a variedade linguística que em LIBRAS é denominado regionalismo.
As palavras equivalem-se ao sinal na língua de sinais, os fonemas aos parâmetros. E é a partir dos parâmetros que acontece a formação de um sinal, um mesmo sinal(signo lingüístico) pode ter significados diferentes dependendo do contexto e uma mudança , por mais leve que seja em um dos parâmetros pode formar outro sinal( outro signo e significado).Os parâmetros, mais conhecidos, da LIBRAS são:
Configuração de mãos: o formato que a mão adquiri para a realização do sinal, este formado pode ser uma letra ou número ou pode ser outro formato que sozinho não tem significado.
Ponto de articulação: é o local no corpo ou na frente do corpo onde o sinal acontece.
Movimento: é como a mão ou até mesmo todo o braço vai se movimentar na articulação do sinal, um sinal pode ou não ter movimento.
Orientação: é a direção na qual o movimento vai ser feito.Uma mudança na direção pode dar idéia de oposição e ou concordância número-pessoal.
Expressão facial e ou corporal:é a expressão que será feita para permitir o entendimento do sinal, seu contexto e a expressão de sentimentos.
Necessariamente o sinal não precisa ter todos os parâmetros, há sinais que possuem 2, 3 e até sinais que possuem apenas 1, a expressão facial, alguns sinais são feito apenas com a expressão facial.Nas línguas orais utilizamos da variação da tonalidade da voz para indicarmos diversos sentidos como , ironia, sensualidade, sarcasmo etc na língua de sinais tais características são expressas pela expressão facial e ou corporal , constituindo assim um importante fator para a compreensão do sinal.
A Língua Brasileira de Sinais não pode ser estudada a partir da comparação com a Língua Portuguesa, pois possui gramática própria e diferenciada, independente da língua oral. A ordenação dos sinais na frase segue regras próprias baseadas na maneira como o surdo organiza seus pensamentos, com base em sua percepção visual-espacial da realidade não são usados artigos, preposições, conjunções, porque esses conectivos estão incorporados ao sinal.
HUGO COELHO DE OLIVEIRA
